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Aventuras Fantásticas - A Cidade dos Ladrões




Você é um aventureiro em um mundo de monstros e magia, vivendo da rapidez de seu raciocínio e habilidade com a espada. Você ganha seu ouro como um guerreiro de aluguel, geralmente empregado por nobres e barões ricos em missões perigosas ou difíceis demais para os próprios homens deles. Matar monstros e animais assombrosos na busca de algum tesouro fabuloso é coisa do cotidiano para você. Sendo um espadachim experimentado e altamente treinado, você não permite que nada se interponha em seu caminho nas suas missões. Seu sucesso nelas é sempre garantido, e sua reputação se espalhou pelas terras do país. Sempre que você entra em uma aldeia ou cidade, a notícia de sua chegada se propaga entre os cidadãos como fogo na floresta, já que poucos deles tiveram antes a oportunidade de conhecer um matador de dragões.

Uma noite, depois de uma longa caminhada por terras selvagens, você chega a Silverton, que fica na encruzilhada das principais estradas comerciais desta região.

Grandes carroções de madeira puxados por juntas de bois são vistos freqüentemente se deslocando com lentidão pela cidade, carregados de ervas, especiarias, sedas, artigos de metal e comidas exóticas de terras distantes.

Com o passar dos anos, Silverton havia prosperado, em conseqüência dos ricos mercadores e comerciantes que paravam lá, a caminho de mercados mais distantes. Sua riqueza é bastante aparente, com edifícios ornamentados e um grande número de pessoas ricamente vestidas. Mas,quando você atravessa os portões da cidade, percebe que alguma coisa não está normal. As pessoas parecem nervosas e desconfiadas. Em seguida, você nota que todas as janelas das construções possuem grandes grades de ferro fixadas sobre elas, e que as portas também foram reforçadas. Embora você prefira a sua própria companhia à dos outros, decide ficar em Silverton para um pernoite, a fim de descobrir quem ou o quê está angustiando as pessoas.

Quando você está descendo pela rua principal, uma única nota soa, vinda de um sino em uma torre alta situada adiante. Em seguida, um homem grita, quase que desesperadamente: "A noite está caindo! A noite está caindo! Todo mundo para dentro!" Você vê as pessoas correndo à sua volta com rostos ansiosos, parecendo surpresas ao verem você.

Do outro lado da rua, você vê uma taverna com as palavras "O Velho Sapo" pintadas no letreiro. Ao entrar na taverna, você percebe que um sussurro percorre os presentes, pois os nativos do local o reconhecem. Você fica um tanto surpreendido que nenhum deles venha até você ouvir histórias de aventuras. Você anda até o balcão e pede ao velho estalajadeiro que consiga um quarto e um banho quente, mas ele ignora o que você disse e corre para a grande porta de carvalho, pondo seis trincos grandes de ferro em posição. Só depois ele volta-se para você e diz, calmamente: "O quarto custará cinco peças de cobre e mais uma pelo banho, adiantado, por favor."

Você abre uma pequena bolsa de couro presa a seu cinto e põe as moedas no balcão. Ele entrega a você uma chave de ferro, mas, justamente nesse momento, ouve-se alguém batendo com força na porta, e em seguida uma voz que grita: "Abram! Abram! É Owen Carralif." O velho estalajadeiro desloca-se até a porta de carvalho mais uma vez e empurra os trincos. Então, um homem gordo e meio calvo, vestido em trajes ricos de cor escarlate, irrompe pela taverna, olhando à sua volta freneticamente. Ele o vê e anda rapidamente na sua direção, resmungando e bufando. Certamente não é um homem acostumado à pressa - você repara nas grandes gotas de suor em sua testa, sob a luz pálida das velas do salão. Ao se aproximar de você, ele fala com urgência: "Estrangeiro, preciso falar com você. Por favor, sente-se. É importante que eu fale com você."

Quando ele se volta para o estalajadeiro para estalar os dedos, pedindo comida e bebida, você pode ver que obviamente ele é um homem de alguma posição na cidade, mas seu rosto está cheio de angústia e sofrimento. Você, muito curioso, resolve ouvir o que homem tem a dizer. Ele puxa uma cadeira para você em uma mesa, pedindo que sente, enquanto o estalajadeiro traz solicitamente uma bandeja, contendo uma sopa quente, ganso assado e hidromel. O homem vestido de escarlate sentase à sua frente em silêncio, observando enquanto você come com gosto, como se o estivesse examinando com algum propósito seu. Finalmente, quando você afasta seu prato, o homem se inclina ligeiramente e diz, em voz baixa, mas ansiosamente: "Estrangeiro, eu sei tudo a seu respeito e estou querendo a sua ajuda. Meu nome é Owen Carralif, e sou o prefeito de Silverton. Estamos em grandes dificuldades e perigos. Vivemos sob uma maldição, e sou eu quem tem que nos livrar dela. Há dez dias atrás, dois mensageiros do mal entraram na cidade, montando enormes garanhões negros. Os animais tinham olhos ardentes e vermelhos! Era impossível ver os rostos dos cavaleiros, pois eles usavam longas capas negras com capuzes puxados sobre seus rostos. Suas vozes eram frias, e cada palavra dita terminava com um silvo aterrorizante. Eles perguntaram por mim pelo nome e, quando vim para cumprimentá-los, quiseram levar minha amada filha Mirelle para ficar com o senhor deles, Zanbar Bone! Sem dúvida você sabe que ele é o Príncipe da Noite. É claro que eu recusei, e eles, sem dizer mais uma palavra, fizeram meia volta e saíram da cidade lentamente, com as cabeças baixas e os ombros encolhidos. Eu entendi então que, sob as capas, se escondiam os corpos esqueléticos e sem alma dos Caçadores de Espíritos. Zanbar Bone sempre os usa como mensageiros, já que eles completam a missão ou morrem tentando - e não é muito fácil matá-los.

Somente uma flecha de prata no coração liberta estes seres do mal de sua existência eterna entre a vida e a morte. Quem sabe o que seria necessário para matar Zanbar Bone! De qualquer maneira, na mesma noite em que os Caçadores de Espíritos partiram, nossos problemas começaram. O Príncipe da Noite ficou furioso e determinado a nos fazer mal. Vieram seis Cachorros da Lua, cada um deles mais forte do que quatro homens, cada um deles com caninos afiados como navalhas. Eles rondaram a cidade, entrando em casas pelas janelas abertas e matando as pobres pessoas que estavam dentro.

De manhã, nós contamos vinte e três mortos. Por isso, nós colocamos grades nas janelas e trincos nas portas, mas, ainda assim, os Cachorros da Lua retomam a cada noite, e não conseguimos dormir de medo que eles encontrem um jeito de entrar nas nossas casas. Algumas pessoas agora estão falando em enviar Mirelle para Zanbar Bone. Esses traidores lamurientos, eu devia mandar açoitálos! Mas o que isso adiantaria? Só existe uma esperança, e ela reside em você, estrangeiro. Há um homem chamado Nicodemus que, por razões que jamais compreenderei, mora em Port Blacksand. O lugar é comumente chamado de Cidade dos Ladrões, pois é o lar de todo pirata, bandido, assassino, ladrão e causador de males num raio de centenas de milhas. Acho que ele mora lá justamente para se livrar de gente como nós. Ele é um velho e sábio mágico e provavelmente não sofre grande perigo, mesmo em Port Blacksand, pois seus poderes mágicos são muito grandes. Somente ele é capaz de derrotar Zanbar Bone. Antigamente ele era meu amigo, isso há muitos anos. Precisamos dele, e eu imploro a você que o traga até nós - ninguém aqui ousa entrar em Port Blacksand. Você será recompensado regiamente se nos ajudar, estrangeiro. Leve estas 30 Peças de Ouro para a sua jornada e tome esta espada para usar e ficar para você."

Quando Owen Carralif se levanta, abre a sua vestimenta escarlate, revelando a melhor espada de lâmina larga que você já viu na vida. Ele a entrega a você e, ao tocar o fio da lâmina, você fica surpreso ao ver uma pequena gota de sangue pingar de seu dedo. Em seguida, você examina as serpentes douradas maravilhosamente trabalhadas que se enroscam em torno do cabo. Você jamais quis tanto alguma coisa em sua vida antes. Você levanta e estende a mão direita para Owen. Ele a aperta ansiosamente, dizendo: "Você deve partir com a primeira luz da aurora - os Cachorros da Lua já terão ido embora então. Serei forçado a passar a noite aqui também, por isso vamos beber ao nosso destino, e que os deuses estejam conosco."

Durante a hora que se segue, Owen fala sobre a jornada diante de você, explicando em detalhes como chegar Port Blacksand. Depois, você pega a sua mochila e sua peles de agasalho, sobe as escadas de madeira e vai para seu quarto. Você dorme sobressaltado, apesar da segurança que a sua espada nova traz, pois você é acordado mais de uma vez pelos uivos, fungadas e arranhadas nas janelas dos Cachorros da Lua que perambulam lá fora. Quando o dia nasce, você já está acordado e vestido, determinado a chegar a Port Blacksand rapidamente para encontrar este homem, Nicodemus. Ao sair da taverna, um gato preto passa correndo pelos seus pés e você quase tropeça; talvez um mau presságio!.


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